Dia do Meio Ambiente em Pirangi: Oficina de Sabão

No dia do meio ambiente 05/06/11, o PermaSer em parceria com a ONG Oceânica, realizou oficina de sabão com óleo usado, oriundo de restaurantes locais, com o intuito de fornecer para a comunidade de Pirangi uma alternativa adequada para o descarte desse resíduo. Aproveitamos para esclarecer vários fatos ligados à poluição por óleo de cozinha e suas consequências.

Oficina de Sabão a partir de óleo usado. Pirangi - RN.

O grupo também realizou uma intervenção na comunidade com os palhaços Bisnaga, Napoleão e Mr.Brow, representados por Biel, Igor e Walério. Os palahaços levaram brincadeiras, sorrisos, abraços e reflexão durante o evento.

Palhaço Bisnaga, Napoleão e Mr. Brow. Pirangi - RN.

A intervenção também contou com oficina de malabaris utilzando-se de materiais reaproveitados e de facil acesso, tendo o palhaço Bisnaga como instrutor.

Brincadeiras e intervenções - Pirangi, RN.


Semana do Meio Ambiente: De fora a Dentro

Semana do Meio Ambiente - UFRN - 2011

Na semana do Meio Ambiente o Grupo PermaSer levou o Projeto “De Fora a Dentro”, idealizado por Maurício Panela, para o Centro de Biociências da UFRN. A ideia central deste projeto é despertar uma cartografia dos sentidos. Os participantes podem experimentar a sensação de andar sobre sua própria cidade. Como? Uma fotografia de satélite da cidade de Natal  impressa em uma lona de mais de 23 metros. A lona forra o chão e permite a cada pessoa a experiência de despertar uma novo olhar sobre a cidade.

Escola Edgar Barbosa. Natal 2011

Esse incrível projeto revela o potencial da experiência geográfica através dos sentidos. Ao andar pelo mapa, as crianças, jovens e adultos podem ter novas percepções sobre sua cidade. O PermaSer vêm desenvolvendo diversas dinâmicas para direcionar e aprofundar as experiências dos participantes. Podemos discutir e buscar soluções para os principais problemas da cidade através do mapa. Por exemplo, podemos observar como o mangue de Natal está comprometido pela carcinocultura (cultvo de camarão), como as estações de tratamento de esgoto são insuficientes para tratar nossos efluentes, quais são as áreas verdes e os bairros mais arborizados da cidade entre muitas outras questões. Mais importante, podemos pensar soluções para nossa cidade e sensibilizar as pessoas dos aspectos geográficos de nossos desafios. Essa atividade pode ser aplicada com qualquer tipo de público, sejam crianças, jovens universitários, adultos ou idosos.

Semana do Meio Ambiente - UFRN - 2011

O Grupo PermaSer em parceria com o Projeto de Fora a Dentro e o NAC – Núcleo de Arte e Cultura da UFRN está disponível para levar a atividade para sua escola ou bairro. Como funciona? Apenas entre em contato com o PermaSer através do e-mail permaser@gmail.com e solicite a atividade para seu bairro ou escola.

Escola Edgar Barbosa - 2011

Resultado do PDC em Natal – RN (Fev – 2011)

Organizado pelo Grupo Permacultural Ser Ecológico (Permaser), o I Curso de Desing em Permacultura do Rio Grande do Norte ocorreu no mês de fevereiro de 2011. Ministrado pelo permacultor e bioconstrutor Neimar Marcos, o PDC contou com a participação de aproximadamente 32 participantes. Estes, durante os oito dias de curso (10 a 13 e 17 a 20 de fevereiro), além das técnicas praticadas, puderam saborear uma alimentação 100% vegana, feita pelo companheiro Érico da Silva, e desfrutar da beleza do local onde aconteceu o curso: o Lago Azul, localizado em Pium-RN.

PDC 2011

Dividido entre aulas teóricas e práticas, o PDC abordou diversos conteúdos da flor da Permacultura. Manejo e manutenção de ferramentas, energias renováveis, forno solar, métodos de Design, agroecologia, agrofloresta, tratamento de águas cinzas, construção com adobe, superadobe e bambu são alguns exemplos das atividades que foram desenvolvidas durante o curso.

PDC 2011 - Horta Mandala

Com os participantes satisfeitos ao final do evento, pode-se considerar que foi de grande valia a realização do PDC em Natal. Pioneira na cidade, a iniciativa deve ser repetida, agora com os aperfeiçoamentos da edição anterior.

PDC 2011 - Construção com bambu

PDC 2011 - Construção com super-adobe

PDC 2011

PCD 2011 - Tratamento de água cinza

Permacultura em Casa: Forro de tetra-pak

Olá queridos amigos,

No dia 2 de abril de 2011 realizamos a construção de um forro (para o teto da cozinha) feito a partir de caixas de leite tetra-pak.

Comparação do Forro de tetra-pak (esquerda) com o telhado sem o forro (direita)

O reuso de materiais é um princípio importante na Permacultura e deve ser utilizado em conjunto com a redução do consumo e a reciclagem dos excessos. A construção de um forro a partir de caixas de leite é uma técnica bastante simples e envolve o uso de poucos materiais adicionais, sendo ideal para a prática do reuso.

Materiais necessários:

  1. Grampeador de madeira (ideal para fixas as caixas nas ripas do teto)
  2. Grampeador normal (para juntar uma caixa na outra)
  3. Fita adesiva (para juntar as fileiras de caixas grampeadas)
  4. Caixas de leite tetra-pak (aproximadamente 36 caixas / m²)

Apesar de simples, essa técnica produz resultados satisfatórios em relação a redução de poeira e gotas de chuva em ambientes sem o forro. Nesta experiência o grupo pôde desenvolver uma técnica fácil e acessível a qualquer pessoa e ao mesmo tempo praticamente sem custos financeiros. A eficiência do trabalho é muito alta e em apenas uma manhã terminamos o forro da cozinha, que possui aproximadamente 2m x 4m.

Passo a Passo para a contrução do forro (detalhes nas fotos):

  1. Cortar e Grampear as caixas
  2. Juntar as caixas em fileiras
  3. Juntar as fileiras de caixa em grandes “telas” de tetra-pak
  4. Grampear as caixas nas vigas do teto + acabamento

Cortando e grampeando caixas. O corte deve excluir as bordas superiores e inferiores e dividir a caixa ao meio

Grampeando as camadas de caixas (várias fileiras de caixa unidas por uma fita adesiva) nas vigas do teto

Antes...

Depois...

Questões para novas experiências:

  1. Qual o melhor jeito de se colocar as caixas?
    1. Com o lado metálico voltado para baixo ou para cima?
  2. Como organizar as caixas para que todas as frestas do telhado fiquem bem vedadas e bem acabadas esteticamente?

Sugestões do Grupo:

  1. Pintar o forro para melhorar a estética metálica ou colocar um tecido (ex. xita) para dar um acabamento mais bonito e colorido

Engajamento colaborativo:

  1. Deixem suas sugestões, alternativas e críticas nos comentários para que possamos melhorar essa técnica
  2. Entre em contato com o PermaSer se você possui interesse em participar do aprimoramento desta técnica ou se deseja participar das próximas atividades (permaser@gmail.com)

PermaSer promove um PDC em Natal

Situado em Natal-RN, e formado em 2009, o Permaser vem realizando atividades, oficinas, palestras, projetos de artes, e educação ambiental. Assim, pensando em aprimorar nosso labor estamos organizando nosso primeiro curso de permacultura. Termo que significa Cultura Permanente, foi primeiramente usado nos anos 1970 por dois ecologistas australianos, Bill Mollison e David Holmgren, que em interatividade com estudo, reformulação e adaptação dos padrões de manutenção de eco-sistemas e suas sustentabilidades nos diversos ambientes, elaboraram para escala humana métodos de reintegrar-nos com os seres, vivenciando (teorizando e praticando, e vice-versa) os benefícios das particularidades dos ciclos, da natureza com humano.

Com validade internacional, o curso segue modelo estruturado pelos fundadores da permacultura, e por isso continua com as iniciais PDC – Permacultura, Design e Construção, como mostra nossa programação em anexo. A nossa proposta é realizá-lo para 30 participantes, focando na bioconstrução, com 76 horas de aulas (entre práticas e teorias) divididos em 8 dias de vivências, num balneário em Pium, o Lago Azul, sendo que o cronograma será repartido em módulos no meio do mês de fevereiro: o primeiro nos dias 10 a 13; e o segundo de 17 a 20. E por isso estamos pedindo o financiamente individual de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais). O instrutor é Marcos Neymar, que vem trabalhando a nove anos com permacultura em vários estados, climas e circunstâncias diferentes. Ele é habilitado pela rede das Cidades em Transição – Transition Towns, que é uma rede internacional de localidades que se propõem a modificar a cultura do petróleo, e a educação para redução do aquecimento global. Apoiando-se principalmente na resiliencia, que é a capacidade que o ser tem de lidar e superar estresses e/ou circunstâncias adversas individualmente, em grupo, e ambiental. E será dessa rede que virão os certificados do curso.

E entre tantas explicações e referências, que são necessárias para que se conheçam a importância desse PDC, chegamos a parte que necessitamos da gentil cooperação de cada um e uma. Isso por que queremos começar um rede de permacultura no Rio Grande do Norte, e com nossas mútuas ajudas, apoios, ou orientações, realizar outros cursos e parcerias ainda este ano, desta e outras áreas (todas sistemicamente integradas).  Pois aceitando o convite há o comprometimento de depositar R$ 125,00 (cento e vinte e cinco reais) até o dia 26 de janeiro, na conta que enviarei em seguida,  pois a partir dessa data e até dia 2 de fevereiro custará R$ 300,00 (trezentos reais). Depois dessa data custará R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais). Mas se não interessares, pedimos gentilmente que repasse o convite para pessoas que tenha realmente interesse em participar.

Ativistas invadem Congresso!

Desmonte da Legislação Ambiental

O Código Florestal Brasileiro deve ser modificado?

NÃO


O tiro sai pela culatra,

atigo de:

THOMAS LEWINSOHN, JEAN P. METZGER, CARLOS JOLY e RICARDO RODRIGUES

A pressão para atualizar o Código Florestal Brasileiro (CFB) aflorou nos últimos dois anos, fomentada especialmente por parlamentares ligados ao agronegócio. Tal como outros intentos governamentais que atritam com a área ambiental, imprime-se a esse projeto caráter de necessidade quase emergencial.

A pretendida reforma deveria remover o estrangulamento para a expansão de terras agrícolas, hoje supostamente bloqueada pela combinação de áreas de preservação permanente (APP) e reservas legais (RL). Só que esse bloqueio não existe.

A suposta escassez de terras agricultáveis não resiste a estudo mais criterioso, como o recentemente coordenado pelo professor Gerd Sparovek, da Escola Superior de Agricultura da USP (Esalq).

Realocando para cultivo agrícola terras com melhor aptidão, hoje ocupadas com pecuária de baixa produtividade, e aumentando a eficiência da pecuária nas demais, por meio de técnicas já bem conhecidas, a área cultivada no Brasil poderá ser quase dobrada, sem avançar um hectare sequer sobre a vegetação natural.

A reforma também pretende retirar da ilegalidade muitas propriedades que não mantêm as APP e RL estipuladas. Para isso, pensa-se em fundir as APP com as RL e flexibilizar o uso destas últimas.

No entanto, as APP e as RL são áreas que exercem papel complementar na conservação das paisagens rurais e não deveriam ser tratadas como equivalentes. Ademais, o uso de RL com espécies exóticas representa uma completa descaracterizaçã o dessas áreas.

Sob a desculpa de proteger as pequenas propriedades, as APP e RL serão colapsadas, reduzidas e drasticamente transformadas, levando a amplos desmatamentos e perda de áreas protegidas, que não se destinam apenas a conservar espécies e a promover o uso sustentável de recursos naturais.
Elas asseguram uma gama de serviços ambientais indispensáveis à qualidade de vida humana e à própria qualidade e produtividade agrícola. Da proteção dessas áreas dependem a regulação de cursos de água, o controle da erosão, a polinização de diversas plantas cultivadas, o controle de pragas, o sequestro do carbono atmosférico e muitos serviços mais.

Qual a participação da comunidade científica competente na formulação dessas alterações? Quase nula. Há muitos grupos científicos pesquisando ativamente a conservação e restauração da biodiversidade e o desenvolvimento de metodologias que permitam a produção agrícola com a efetiva preservação do ambiente.

Nem os pesquisadores mais reconhecidos dessas áreas nem as sociedades científicas relevantes foram ouvidos. Os parlamentares decidiram quem são os cientistas que merecem atenção e desqualificaram ou ignoraram todos os demais.

Passado quase meio século de intensas transformações, é necessário atualizar o CFB, facilitar a produção agrícola em pequenas propriedades, mas sem deixar de fortalecê-lo nos objetivos essenciais.

Se esses objetivos forem soterrados, haverá sérias consequências para o próprio agronegócio, porque não apenas se comprometerá os serviços ambientais, mas o mero cumprimento formal de legislação ambiental inócua não irá assegurar certificação ambiental respeitada.

E quem duvida de que tal certificação será cada vez mais exigida para comercializar qualquer commodity brasileira?
É hora de os agroparlamentares e demais envolvidos compreenderem que as demandas ambientais representam componentes indispensáveis da boa agricultura, bem como da melhor qualidade de vida.

THOMAS LEWINSOHN é professor titular da Unicamp e presidente da Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação.
JEAN PAUL METZGER é professor da USP, onde coordena o Laboratório de Ecologia de Paisagens.
CARLOS JOLY é professor titular da Unicamp e coordenador do Programa Biota-Fapesp.
RICARDO RODRIGUES é professor titular da Esalq-USP, onde coordena o Laboratório de Restauraçã0